O POVO, ESSA ENTIDADE DESCONHECIDA DA MAIORIA DOS PARLAMENTARES ELEITOS, SE FEZ OUVIR EM CURITIBA. A GRANDE POLÍTICA E A ORGANIZAÇÃO SINDICAL.

#AFORÇADAAPP!
O governo e sua bancada de serviçais na Assembleia Legislativa aprenderam que as organizações sindicais estão vivas, de pé e lutando por seus direitos. Que muita gente sabe, outras descobriram, o vazio e a estupidez que marcam parlamentares eleitos com o poder do dinheiro e da violência da mídia desinformativa como Francischini Juninho (pai e filho canastrões do discurso da violência e da repressão) e Maria ViCtória Filhinha de Mamã (mãe e filha cultivadoras do penteado, da roupa combinando com sapatos e nenhuma ideia do que seja isso que lhes escrevem nos discursos prontos, esse tal de “povo” – ambas o estereótipo completo da “perua” inútil). Juninho e Juninha e seus similares eleitos para compor o Poder Legislativo aprenderam que há um povo que compreendeu que eles e elas não os representam mas os usam a cada eleição para acumular poder político e dinheiro.
Os trabalhadores da educação aprenderam: que Política se discute, sim, na escola. Que o sindicato é, sim, lugar da Política, que os Partidos Políticos contam sim, e que não são todos iguais. Aprenderam sim que a ideologia que prega a “não-política” e o “não-partido” é a mesma que os mantém distantes da organização sindical, da organização do bairro, do condomínio, das organizações estudantis.
Aprendemos nesses dias de luta e glórias e lágrimas, que as organizações são fundamentais na luta de classes, na luta por direitos: por isso as oligarquias latifundiárias, comerciais, midiáticas querem o povo desorganizado enquanto eles mesmos fortalecem suas organizações patronais e os partidos que representam explicitamente seus interesses. E que ignorar isso pode nos custar cinquenta anos de lutas da classe trabalhadora por direitos a condições de vida e trabalho e salário dignos, por uma vida decente e pelo direito a organização.
Enquanto FIESP, Sistema S (Sesi, Sesc, Senai, etc), CNA, Febraban etc,   atacam a organização dos trabalhadores, se fortalecem como entidades sindicais patronais e suas máquinas e seus recursos que contam na casa dos bilhões se articulam para massacrar as organizações de trabalhadores, seus partidos, suas entidades representativas.
Sairemos dessa batalha com mais Política em nosso cotidiano, porque o que fizemos esses dias todos e vamos fazer até o fim dessa greve, é aquilo que todos dizem que devemos ficar longe: a grande POLÍTICA. Buscamos partidos para nos apoiarem e sabemos agora que partidos integralmente nos apoiam, sabemos que partidos fazem sim diferença, e quais representam apenas os interesses de oligarquias, famílias que transformam o estado em um negócio particular.
Não somos independentes, somos autônomos, mas temos classe, temos lado, temos pauta, temos projeto: e esse projeto não é qualquer partido nem qualquer política nem qualquer concepção de estado e de sociedade que nos representa!
Aprendemos muito nesses dias! Aprenderemos mais. Aprendemos que Política é a arte de construir o bem comum. E que isso nos diz respeito.
Queriam aprovar um conjuntos de leis contra os trabalhadores do serviço público sem nos consultar sem conversar com ninguém, trancados na Assembleia Legislativa, longe dos olhos do povo. Pois bem, resolvemos que não íamos deixar. É da NOSSA vida que se trata. E TUDO que tratam ali dentro, É SEMPRE DA NOSSA VIDA que se trata. Portanto, daqui pra frente, milhares de professores/as e funcionários/as de cada uma das 2.400 escolas públicas do Paraná saberão que o voto que dá em cada candidato ao governo do estado e para o parlamento terá consequência pra sua vida, sim!
Nunca mais os/as deputados/as que se elegem mentindo para o povo terão vida fácil. Juninhos e Juninhas, não adianta chamar o paipai canastrão nem a mamã cheia de pose e vazia de ideias. O povo agora sabe quem são vocês: nada mais que criaturas do egoísmo e do desprezo pelo povo de quem a única coisa que querem é o voto. Conseguido com muito dinheiro, fruto do financiamento privado de campanha, que afasta da disputa os/as trabalhadores que nunca conseguiram formar uma bancada de maioria em nenhuma parlamento mesmo sendo 90% do eleitorado.
Ou seja, vocês facilitaram nossa vida ao nos ajudar a fazer nosso povo entender que a Reforma Política não deverá ser feita sem nós nem contra nós. E que ela começa por eliminar completamente o financiamento privado de campanha. Sabemos que financiamento exclusivamente público vai nos sair muito mais barato.
Estamos na praça, estamos na rua, estamos na mídia que nos esconde e
invisibiliza o tempo todo, esconde nossas pautas, nosso ponto de vista, nossa existência.
Estamos no mundo, somos o povo, existimos e nos fizemos ver e ouvir: só assim se dispuseram a ouvir NOSSO ponto de vista sobre a Educação Pública do Paraná. Somos NÓS que a fazemos e vocês querem decidir sobre nosso ofício e sobre nosso local de trabalho com os traseiros sentados no plenário da ALEP?
Pois bem: nós dizemos que NÃO! A escola pública do Paraná está na praça, está na porta da ALEP pra dizer que sobre nossa vida e nosso trabalho não se decide nada sem falar com nossas entidades representativas, não se decide nada sobre nós sem nós!
Viva a Política! Viva as organizações dos trabalhadores! Viva nossa luta!
‪#‎VivaaAPPsindicato‬!
‪#‎SomosMaisAPP‬!
‪#‎SomosMaisCoerência‬!
‪#‎SomosMaisLuta‬!
‪#‎AssimÉqueSeVê‬!
‪#‎eutonaluta‬
‪#‎eutonagreve‬!

Professora Janeslei Albuquerque

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