DIA DOS PAIS. BREVE CONFISSÃO DE UMA FILHA MULHER: PATRIARCADO, MACHISMO E MISOGINIA.

Então… eu nunca falei do meu pai aqui…porque é exposição pública, catarse, luz do sol…E também tenho uma resistência a esses dias marcados pela agenda comercial que acabam por nos conformar culturalmente mas… aqui estou, envolvida no clima de “dia dos pais”. Amanheci com vontade de chorar. E necessidade de entender, porque racionalizar também é um jeito de superar dialeticamente.

Do meu pai tive sim carinho quando criança, depois os medos. Acho que amanheci me entendendo melhor. Me conhecendo um pouco mais além… Sim, do meu pai tenho memórias de momentos bons, de carinho, de convívio. Do meu pai tive desde cedo o aprendizado da música, da rotina, do valor do trabalho (meu pai nunca se levantava tarde). Sua rotina era levantar sempre cedo, ligar o radinho de pilha, cevar o chimarrão, tudo bem cedo. Tinha pilhas de discos de tango, rotação 78 para quem lembra. Isso quando passamos a morar numa casa com luz elétrica, eu devia ter por volta de dez anos…

Do meu pai lembro ensinando minha irmã mais velha a dançar tango, bolero, valsa, para que ela ensinasse aos meus seis irmãos… Lembro de como trabalhava duro e de como tinha sonhos nunca realizados. Até que não sonhou mais. Lembro de como era honesto, acho que nem passava pela sua cabeça a possibilidade de não sê-lo.Trabalhou duro a vida toda sem descanso nem remédio. E isso não lhe trouxe riqueza. Os parentes ricos, e moralistas/meritocráticos, diziam que ele era pobre porque gostava da boemia, dos bares, das mulheres, da festa. Não, ele era pobre porque vivemos no capitalismo mesmo. Compreendi isso muito tempo depois. A consciência política me fez entender isso criticamente muitos e muitos anos depois. Foi sempre explorado, mesmo quando trabalhava por conta própria.

O gosto pela dança, pela música, pela festa, pela música caipira, pelo tango…herdei do meu pai, “seu” Luis. “Corrientes..348…” soou nos meus ouvidos a vida toda. Quando fui a Buenos Aires, adivinha qual o primeiro lugar que quis conhecer? Claro, Calle Corrientes. Soa nos meus ouvidos até hoje. Pai de nove filhos, sempre tentou conciliar o gosto pela boemia com o casamento e aquele monte de filhos. Missão inglória.

E foi em meio a esse conflito permanente que nasci eu, a sexta filha. A segunda do sexo feminino após uma série de meninos. Dizem que fui festejada porque a família queria muito outra menina que então só minha irmã mais velha. Festejada “pero no mucho”, porque era mais uma boca pra comer em meio a pobreza. Minha mãe sempre fazendo os milagres da multiplicação dos pães: plantando – com eventual ajuda do meu pai – hortas fartas, um porquinho no chiqueiro aqui, um galinheiro ali, e as espetaculares fornadas de pão feito em casa em forno de tijolo no quintal.

Lembro também do dia de matar porco que eu corria pra longe porque não suportava ouvir os gritos do bicho. Mas, cruel, adorava o torresmo e todos os derivados do animal, porque meu pai e minha mãe sabiam aproveitar tudo do bicho. Até as tripas. Aos pequenos cabia lavar e relavar as tripas para a linguiça, para o “churiço”… E lembro que meu pai fazia feijoadas memoráveis, era “a feijoada do Luiz”… e tinha gosto de, quando a cada tanto fazia a famosa feijoada, gostava de encher um caldeirão enorme, e os parentes que não vinham comer em nossa casa, vinham buscar um pouquinho pra levar pra casa.

Aprendi do meu pai o gosto pela festa, e apesar de ter momentos de extremo egoísmo, contraditoriamente, também era de generosidades… E porque estou aqui lembrando disso hoje? Não sei direito, vou racionalizar depois. Ou já estou fazendo isso aqui. então, se até aqui só falei coisas boas e boas lembranças, porque a lembrança do meu pai é uma lembrança que dói?

Porque do meu pai aprendi também o machismo. Eu não aprendi sobre machismo na rua, no mundo, fora de casa. Aprendi em casa. E aprendi também com meu pai. E com ele aprenderam meus irmãos homens. Todos eles. E daí sobrevieram parte dos conflitos que vivenciamos. E os distanciamentos. E não era pouca coisa. Ele falava coisas inacreditáveis como se fossem banais. Coisas de que tipo? Pois vou dizer, para expurgar, vou dizer: “Mulher, até pra mijar tem que se abaixar”. As pessoas riam, e acho que eu também ri muitas vezes disso enquanto não tinha muito entendimento. Mas isso naturalizou. E desnaturalizar é conflito na certa.

Foi meu pai com sua forma de ver as mulheres que me ensinou a não confiar nunca nos homens. E minha mãe me ensinou a tratar de ser independente e “nunca depender de homem pra sobreviver”. “Seu” Luiz dizia que não havia a menor possibilidade de amizade entre mulheres e homens porque os homens sempre tinham interesse sexual dissimulado ou não e que portanto ficássemos cientes de que essa aproximação era sempre interessada. Não lhe ocorria que as filhas pudessem também ter interesse sexual, porque, é claro, que moça direita não era dada a essas coisas…

Eu também não conheci o assédio sexual contra mim quando criança na rua ou com estranhos. Foi tudo em família, entre parentes. Com os homens da nossa ampla e animada família, compreendida aqui como o conjunto de tios, tias, primos e primas com quem convivemos a vida toda. Então, minha gente, amanheci com vontade de chorar porque os processos de consciência são muitas vezes tardios…E advém daí muito da minha relação conflitivo, desconfiada, armada até os dentes, em todas as relações amorosas.

Todas conflitivas, todas “ranger de dentes e arrastar de correntes” porque sempre estava em alerta esperando o momento da mentira, da traição, do bote, do desrespeito… E muitos homens não se fazem de rogado e são isso mesmo porque aprenderam com seu pai, e o pai do seu pai, e o pai do pai do sei pai pelos séculos amém que ser homem é isso.

Meu pai era infeliz no casamento, mas se manteve ali porque achava que era sua obrigação, ou porque era cômodo. Não podia ter feito coisa pior pra nós, pra mim. Fosse ser feliz e viver plenamente sua vida e nos teria dado outra lição, outro exemplo de coragem, ao mostrar-nos dessa forma que não tinha medo de ser feliz. E que ser feliz implica às vezes em correr riscos, romper com o estabelecido e se permitir outros arranjos familiares e amorosos… Mas meu pai nunca fez e nunca faria isso. Muito menos minha mãe. E assim viveram até o fim.

Além desse aprendizado de que as mulheres valiam menos, que era cotidiano e rotineiro, também lembro do medo. Quando sóbrio meu pai era um, quando bebia, era outro. E às vezes se tornava agressivo. E minha memória também é isso: o medo. O medo. O medo. Quantas vezes levantamos da cama na madrugada e corremos nos esconder no meio do mato. Às vezes ele nem estava atrás da gente, mas não importava: o medo me fazia correr cada vez pra mais longe. Uma noite me enrosquei na cerca da arame farpado e carrego uma pequena cicatriz até hoje. A física é pequena. Mas no espírito, na memória, na alma, ainda me assombra. Ainda ronda esse medo.

O medo foi o primeiro bicho-papão que me apareceu quando fui obrigada a fazer terapia. Tratar meu espírito atormentado para não morrer. Eu amava meu pai, mas era difícil. Muito difícil. E desenvolvi uma gastrite nervosa que me levou a desmaiar de dor em pleno local de trabalho aos 23 anos. Aí tive que me tratar. E agradeço até hoje ter encontrado ESSA terapeuta nesse momento. Outra não teria dado conta. Eu era puro medo me jogando no abismo para enfrentar o medo. E ali, na primeira sessão o que vejo? Medo eraiva. E culpa. Raiva e medo. E culpa.

E foram cinco anos de trabalho duro pra me revirar por dentro e reencontrar a menina que gostava de cantar, de rir muito, de dançar, de namorar sem culpa, de reaprender a me amar, a me enxergar em meio a névoa da autodestruição punitiva e da menos-valia. Mab, querida terapeuta de múltiplas técnicas você me salvou do medo, da raiva e da culpa.

E então… eu passei a vida querendo que meu pai me amasse de um jeito que ele não sabia, nem podia… Até pouco antes de morrer ele tomou atitudes evidenciando sua preferência pelos filhos homens. E eu me surpreendi com isso. Fiquei magoada, de novo, ao descobrir isso no dia da sua morte, durante seu velório. E alguém me perguntou: “mas você não sabia que seu pai era assim?”, ao que lembro ter respondido: “no fundo eu esperava até o fim que ele desse um sinal de que eu estava enganada”. Não estava. E se corroborar isso me doeu, também me libertou e me tornei mais livre ali, na hora da sua morte.Dali saí para viver uma nova vida e um novo amor sem culpa e sem medo. Ainda com o coração um pouco despedaçado por saber que até o fim da sua vida ele tentou tirar das filhas mulheres para dar pros filhos homens que ele considerava mais merecedores.

Ele não conseguia amar as filhas mulheres como amava os filhos homens – a quem ele também tratava com rispidez e brutalidade muitas vezes, não se enganem. Mas os preferia às filhas mulheres. E essa era a dor. A melhor e mais brilhante das filhas mulheres era menos e menor que o mais medíocre dos filhos homens, porque éramos mulheres. Um defeito incontornável, irrecuperável. E nem ele podia fazer nada a esse respeito: era homem do seu tempo, do seu meio, produto da cultura patriarcal, machista-misógina. E não se iludam: a maioria dos pais dessa geração e da atual pensam isso e sentem assim sobre suas filhas. Porque o patriarcado modela e conforma os sentimentos também.

E era mais difícil ainda pro meu pai, que eu resolvesse confrontá-lo e afirmar minha humanidade, meu direito a ser livre e a viver sem culpa. Portanto, minha luta feminista não começa no movimento feminista, começou em casa, afirmando minha humanidade e minha integridade como ser humano, menina ainda, discordando do meu pai e dos meus irmãos que insistiam em colocar as mulheres nas categorias “santa” ou “puta”, “pra comer” ou “pra casar”. Refutei tudo isso a vida toda. E eduquei minha filha pra ser livre, inteira, íntegra, honesta consigo mesma e autônoma.

E consegui interromper em mim essa história familiar. Minha filha constrói pra ela uma outra história, livre dessas assombrações que dizem que lugar de mulher é na cozinha, ou no tanque ou no reduto privado e escravizado do lar. Minha mãe era chamada de “santa” porque trabalhava quinze horas por dia, lavando, passando, cozinhando e aguentando os maltratos calada, ou quase, pra manter um casamento que só se sustentou porque ela estava determinada a permanecer nele e porque meu pai não tinha a menor intenção de desfazer.

Ele gostava da gente, acredito nisso. Mas sobre como olhava pras filhas mulheres me marcaram pra sempre. Essa cicatriz é que de vez em quando dói. É essa dor sempre presente a lembrar o que o patriarcado pensa de nós. E o lugar que nos delegou na História: nenhum. O vazio, a negação, a invisibilidade. A luta feminista nos ajuda a compreender, e compreender é o primeiro passo. Mas é aprendizado da vida toda.

Não há culpas individuais em tudo isso: é o modelo de sociedade e de cultura em que vivemos. E é também motivação e impulso pra fazer a luta e mudar o mundo nesse aspecto também. Por novas relações sociais, pela superação da cultura que desumaniza as mulheres e legitima a cultura do assédio sexual, do feminicídio, das mutilações e do estupro. E relega às mulheres os piores salários e a serem as primeiras vítimas nas crises econômicas.

Esse é o mundo que temos, e saber é sempre o primeiro passo pra transformá-lo. Essa é uma pequena parte da minha história. Que é parte da história de muitas mulheres que nos cercam. Se leram até aqui, recebam um grande abraço feminista, algumas lágrimas, porque chorar não paga imposto.
E todos sabem que, depois do desabafo, a mulherada ri e ama muito melhor!
‪#‎NossaLutaÉtodoDia‬
‪#‎AtéQueTodasSejamosLivres‬
‪#‎SomosTodasMargaridas‬

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PALAVRAS INDIGNADAS

São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal…”

(Carlos Drummond de Andrade)

A insanidade é tanta que eu havia dito pra mim mesma que não iria dialogar com ela. Nem com eles, os insanos. Os doentes de manipulação e de mentira. Porque mentir e distorcer e inventar falácias como método de negar às mulheres sua plena humanidade, mas também aos negros e negras e obviamente, no mesmo diapasão, aos homossexuais, e a todos e todas que escapam da régua inflexível e da “cama de Procusto1” da heteronormatividade.

O mito grego nos remete a uma reflexão antiga na humanidade, sobre a intolerância. E é de intolerância, de misoginia, de poder e controle sobre o outro que tratamos aqui. A mentira, já disse um famoso nazifascista, se repetida mil vezes acaba tomando ares de verdade. Mas nunca se tornará verdade, respondemos nós.

A mentira da qual tratamos aqui, é a falácia repetida pela intolerância do fundamentalismo religioso que tem o nome fantasia de “ideologia de gênero”. Tivemos que ouvir padres e pastores e sua claque cega de desinformação, dizer numa audiência pública sobre o Plano Estadual de Educação, que pretendemos a ensinar meninos e meninas “a como se tornarem homossexuais”. Como se isso fosse possível!

Já não bastou com a Igreja ter queimado cem mil mulheres na fogueira sob acusações infundadas, ou fundadas em interesses espúrios de poder político e de riqueza, como sempre? Não bastou com o que fez com Galileu Galileu? Com Giordano Bruno? Quinhentos anos depois a Igreja admitiu que estava errada e pediu desculpas. Mas… Quinhentos anos depois! Vão levar quinhentos anos de novo a se desculpar pela falácia de agora? Não aprendem? Ou aprenderam e repetem pelas mesmas razões de sempre?

Fizeram uma interpretação politicamente desonesta e intelectualmente indigente das propostas de uma educação emancipatória e humanizadora que eduque para a igualdade de direitos entre meninos e meninas, para a igualdade de direitos entre todas as raças e etnias, e para o respeito a diversidade sexual existente na sociedade e obviamente, na escola. É disso que tratamos.

O que pretendemos é educar as pessoas para que não discriminem aqueles que na sociedade que tem a etnia branca, o sexo masculino, heterossexual, cristão, como o padrão de referência de humanidade. Educar para compreender qua humanidade somos todos e todas nós com nossa variedade de cores e identidades. Educar para que nós, mulheres, possamos sim ser reconhecidas como seres humanos completos e não como um anexo subalterno do patriarcado.

Essa falácia de “ideologia de gênero” é um eufemismo perverso, criado espertamente para ocultar a velha ideologia do patriarcado que naturaliza o machismo, a misoginia e a homofobia.

Educar para a igualdade étnico-racial significa reconhecer a humanidade plena de todos os homens e mulheres do mundo: negros, indígenas, asiáticos, estrangeiros.

O contrário disso, que é o que está por trás da falácia interpretativa sobre uma tal “ideologia de gênero”, é educar para o racismo como ato legítimo, assim como o machismo, a misoginia e a homofobia. Então as mulheres poderão continuar sendo vítimas de violência machista produzida pelo patriarcado, os negros poderão continuar sendo vítimas do racismo, assim como os indígenas poderão seguir sendo exterminados e queimados eventualmente, e os homossexuais poderão continuar sendo espancados pelas ruas. Isso é o que estão dizendo, em outras palavras, os que se escondem atrás da “defesa da família” para atrasar a implantação de uma educação libertadora, humanizadora, emancipatória.

Defendemos, em décadas de debates e estudos, uma educação em que nos reconheçamos como uma só humanidade, numa diversidade que só nos enriquece e nos torna mais humanos. Defendemos uma educação que reconheça e respeite a alteridade, para supera uma educação repressora que nos embrutece e desumaniza. Defendemos uma educação pela igualdade contra uma concepção que aparta e hierarquiza os seres humanos e com isso legitima toda a barbárie cometida contra mulheres, índios, negros e negras, homossexuais, não-cristãos, pobres, estrangeiros, refugiados…

Quem não são, afinal, os “diferentes” demonizados por essa ideologia que se nega como tal? Não são diferentes, não fazem parte da “diversidade” quem é homem, branco, heteronormativo, diz-se cristão, é rico ou é identificado com a ideologia do dinheiro.

Ora, minha gente, vamos falar sério: esses valores e práticas estão na base da ideologia do nazifascismo! Por isso ressurgem das trevas e se somam na histeria contra uma suposta “ideologia de gênero”, a TFP, o instituto Plínio Salgado, e um monte de organizações inclusive com financiamentos estrangeiros mal explicados, a intervir na efetivação do Plano Estadual de Educação.

Gente que nunca apareceu para defender o direito do povo a um ensino de qualidade e a uma escola pública decente. Gente que andava nas sombras conspirando contra a democracia, contra as liberdades e os direitos civis. Gente que vemos em todos os lugares fazendo a mesma política de discriminação, apartação social e violência, seja aqui, nos Estados Unidos, na França, na Espanha, na Alemanha, etc.

O mesmo fascismo disfarçado de “defesa da família”.Qual família? Aquela do pai que manteve a filha presa durante décadas num porão insalubre e a estuprou durante toda a vida fazendo vários filhos com ela?

Ou seria família aquele pai que abusou sexualmente da filha de oito anos e a convenceu de que ela era culpada pelo abuso sofrido?

Ou seria família essas em que 35% das mulheres são a chefe de família pois são elas, sozinhas, que garantem o sustento dos filhos pois o pai sumiu no mundo?

Ou das famílias em que mesmo existindo ali um marido ou companheiro, é a mulher que garante a subsistência da família?

Registra-se que 70% dos casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes, sendo mais de 90% de meninas, acontecem dentro da família, por pais, tios, avôs, padrastos, irmãos, primos etc. É DESSA família por acaso que estão falando os nobres deputados? Muitos deles muitas vezes denunciados por envolvimento em exploração sexual de crianças?

Qual é o modelo hipócrita de família que está na cabeça desses políticos e dessas políticas? A quem servem estes parlamentares? A depender deles e delas, teremos um mundo cada vez mais intolerante, mais bruto, histérico e ignorante.

Se muitos dos que seguravam cartazes invocando a tal falácia da “ideologia de gênero” tal como os oportunistas a interpretaram, eram inocentes úteis a serviço de negócios lucrativos, não o eram os que dependem dessa despolitização de formar um eleitorado crédulo e obediente a voz de mando dos coronéis da mídia doutrinária religiosa, que operam para ampliar mercados e a sua lógica mercantil. Assim formam bancadas parlamentares que permitirão criar leis que beneficiem seus negócios.

E para manter e ampliar tais bancadas dependem de unir esse eleitorado sem projeto político de transformação do mundo, em torno de falsas polêmicas, inventadas e alimentadas apenas para reforçar essas bancadas e as mesmas poderem ampliar seus negócios num moto-contínuo perverso e brutalmente imbecilizante e intolerante.

Que uma criança de três anos, no maternal da escola,já tenha percepção do racismo, não importa nem preocupa a essa escória da política. Que índios sejam mortos e possam ser queimados vivos para diversão de jovens da alta burguesia que rezam pela cartilha dos mesmos falsos moralistas do comércio da fé, isso também não preocupa nem interessas a esses/as políticos/as. Que mulheres sejam humilhadas e/ou mortas todos os dias pela violência do machismo e da misoginia tampouco lhes fazem perder o sono.

Que o Brasil seja o país do mundo em que mais se matam homossexuais, também não preocupa o sono nem o exercício do mandato desses parlamentares inúteis, dispensáveis, inócuos, que envergonham e amesquinham a Política. São pequenos fazedores da pequena política. Tanta é a ignorância que caíram no ridículo de, fé-cega-faca-amolada, obedecerem estupidamente a toda referência a “gênero” que votaram contra até a expressão “gêneros alimentícios” contido no Plano de Educação.

É com essa espécie de legisladores que nosso País se encontra nesse momento de encruzilhada histórica. É com essa manga de oportunistas que nos deparamos a cada dia no Congresso Nacional, na Assembleia Legislativa do Paraná, e nas Câmaras Municipais. Aqui, tivemos de forma cristalina a exibição da hipocrisia e do cinismo: deputados do camburão, os mais notórios, estavam lá, encharcados de falso moralismo a falar (?) em nome “da família”! Deve ser de outro conceito de família que estão falando: a família dos grandes e lucrativos negócios que fazem dentro dos parlamentos.

Pois são os mesmos que defendem a redução da maioridade penal, os mesmos que defendem o agro-veneno, defendem a legalização do trabalho escravo, defendem a entrega do patrimônio do povo brasileiro para empresas estrangeiras, defendem contra a presença de mais mulheres na política. Compõem em todos os níveis de governo, as bancadas da bala, da bíblia e do boi: BBB.

É essa face que querem esconder atrás dos discursos cínicos que fazem em nome de uma família abstrata e irreal, pois não movem um dedo para proteger de fato as mulheres, as crianças, os adolescentes, os jovens e os adultos vítimas da violência produzida pela intolerância e pelo preconceito, ambos filhos da ignorância manipulada. As “camas de Procusto” do oportunismo de negócios de poder político e de muito dinheiro.

Janeslei Aparecida Albuquerque

Professora de Língua Portuguesa e Literaturas

Especialista em Magistério do Ensino Básico

Mestre em Educação

(Mas se depender da maioria que compõe esse parlamento desonesto, essa formação vale menos que a opinião baseada na ignorância de parlamentares obscurantistas, obtusos e mercenários).

1O Mito (grego) de Procusto: Procusto (Procusto ou Procusta), que significa “o estirador”, foi o apelido dado a Damastes, personagem da mitologia grega que vivia perto da estrada de Eleusis. Era um ladrão que vivia de roubar quem passasse pela estrada que ligava Mégara a Atenas, só poderia cruzar seu caminho quem passasse por um terrível julgamento. Possuía uma cama de ferro de seu tamanho exato, nenhum centímetro a mais ou a menos, onde ele fazia sua vítima deitar-se, se a pessoa fosse maior que a cama amputava-lhe as pernas, se fosse menor era esticada até atingir o tamanho desejado. Esse horror só teve fim quando o herói Teseu fez a ele o mesmo que ele sempre fazia às suas vítimas, colocou-o na cama, mas um pouco para o lado, sobrando assim  a cabeça e os pés que foram amputados pelo herói. O mito de Procusto é uma alegoria da intolerância. Apesar de diversidade ser uma característica humana, o ser humano tem agido como Procusto, em grande parte acreditando estar sendo justo. Num dos episódios desse mito, Atena, a deusa da sabedoria, incomodada pelos gritos das vítimas resolveu tomar uma providência e foi ter com o bandido, mas ficou sem palavras quando este argumentou que estava fazendo justiça porque sua cama nada mais fazia do que acabar com as diferenças entre as pessoas. O silêncio de Atena foi interpretado como aprovação e só fez reforçar a crueldade do bandido. Quando Teseu procurou por Procusto, o ladrão pensando que seria uma visita amigável, tentou convencer o herói da legitimidade de suas ações. No entanto, Teseu responde que injusto é tentar igualar as pessoas que são diferentes por natureza, por isso cada uma tem o direito de ser como é.

 

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EDUARDO GALEANO: PERMANÊNCIA E AUSÊNCIA.

Como não chorar a morte de Galeano? como não doer a morte de Eduardo Galeano? Como não se sentir mais pobre, mais só, mais triste, mais desamparado? A voz de Galeano sempre foi firme e direta em defesa dos mais pobres do mundo, dos “deserdados da terra”… Foi cedo, esse companheiro imprescindível. Muito cedo. Tanto nos deu. E tanto tinha ainda a nos dar. Estive com ele por duas vezes na vida, mas ele esteve presente na minha vida nos últimos quarenta anos… Desde “As veias abertas da América Latina”, e todos os livros que vieram depois. Galeano se vai, mas não sai da minha vida. Como bem disse outro escritor memorável, o argentino Jorge Luis Borges, “somos o resultado muito mais dos livros que lemos do que dos livros que escrevemos”. Galeano se vai deste mundo, muy temprano, com certeza. Mas ao mesmo tempo sua voz fica nesse mundo. Cada livro é sua palavra conosco.
‪#‎MinhaAlmaChora‬
‪#‎GaleanoParaSiempre‬

se sentindo triste.

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UMA IMAGEM QUE NÃO DEVERIA EXISTIR. UM OLHAR QUE NÃO SE CONSEGUE ESQUECER.

Estou há dias com a imagem dessa criança dando voltas na minha cabeça. Essa imagem, esse olhar, esse registro fotográfico tirou a guerra na Síria lá da Síria e trouxe-a pra perto, pra dentro do meu coração, da minha memória. Como não sangrar um pouco com a dor expressa nesses olhos infantis? Como não doer com a realidade de todas as crianças representada por essa de três anos?

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O POVO, ESSA ENTIDADE DESCONHECIDA DA MAIORIA DOS PARLAMENTARES ELEITOS, SE FEZ OUVIR EM CURITIBA. A GRANDE POLÍTICA E A ORGANIZAÇÃO SINDICAL.

#AFORÇADAAPP!
O governo e sua bancada de serviçais na Assembleia Legislativa aprenderam que as organizações sindicais estão vivas, de pé e lutando por seus direitos. Que muita gente sabe, outras descobriram, o vazio e a estupidez que marcam parlamentares eleitos com o poder do dinheiro e da violência da mídia desinformativa como Francischini Juninho (pai e filho canastrões do discurso da violência e da repressão) e Maria ViCtória Filhinha de Mamã (mãe e filha cultivadoras do penteado, da roupa combinando com sapatos e nenhuma ideia do que seja isso que lhes escrevem nos discursos prontos, esse tal de “povo” – ambas o estereótipo completo da “perua” inútil). Juninho e Juninha e seus similares eleitos para compor o Poder Legislativo aprenderam que há um povo que compreendeu que eles e elas não os representam mas os usam a cada eleição para acumular poder político e dinheiro.
Os trabalhadores da educação aprenderam: que Política se discute, sim, na escola. Que o sindicato é, sim, lugar da Política, que os Partidos Políticos contam sim, e que não são todos iguais. Aprenderam sim que a ideologia que prega a “não-política” e o “não-partido” é a mesma que os mantém distantes da organização sindical, da organização do bairro, do condomínio, das organizações estudantis.
Aprendemos nesses dias de luta e glórias e lágrimas, que as organizações são fundamentais na luta de classes, na luta por direitos: por isso as oligarquias latifundiárias, comerciais, midiáticas querem o povo desorganizado enquanto eles mesmos fortalecem suas organizações patronais e os partidos que representam explicitamente seus interesses. E que ignorar isso pode nos custar cinquenta anos de lutas da classe trabalhadora por direitos a condições de vida e trabalho e salário dignos, por uma vida decente e pelo direito a organização.
Enquanto atacam a organização dos trabalhadores, FIESP, Sistema S (Sesi, Sesc, Senai, etc), CNA, Febraban etc, se fortalecem como entidades sindicais patronais e suas máquinas e seus recursos que contam na casa dos bilhões se articulam para massacrar as organizações de trabalhadores, seus partidos, suas entidades representativas.
Sairemos dessa batalha com mais Política em nosso cotidiano, porque o que fizemos esses dias todos e vamos fazer até o fim dessa greve, é aquilo que todos dizem que devemos ficar longe: a grande POLÍTICA. Buscamos partidos para nos apoiarem e sabemos agora que partidos integralmente nos apoiam, sabemos que partidos fazem sim diferença, e quais representam apenas os interesses de oligarquias, famílias que transformam o estado em um negócio particular.
Não somos independentes, somos autônomos, mas temos classe, temos lado, temos pauta, temos projeto: e esse projeto não é qualquer partido nem qualquer política nem qualquer concepção de estado e de sociedade que nos representa!
Aprendemos muito nesses dias! Aprenderemos mais. Aprendemos que Política é a arte de construir o bem comum. E que isso nos diz respeito.
Queriam aprovar um conjuntos de leis contra os trabalhadores do serviço público sem nos consultar sem conversar com ninguém, trancados na Assembleia Legislativa, longe dos olhos do povo. Pois bem, resolvemos que não íamos deixar. É da NOSSA vida que se trata. E TUDO que tratam ali dentro, É SEMPRE DA NOSSA VIDA que se trata. Portanto, daqui pra frente, milhares de professores/as e funcionários/as de cada uma das 2.400 escolas públicas do Paraná saberão que o voto que dá em cada candidato ao governo do estado e para o parlamento terá consequência pra sua vida, sim!
Nunca mais os/as deputados/as que se elegem mentindo para o povo terão vida fácil. Juninhos e Juninhas, não adianta chamar o paipai canastrão nem a mamã cheia de pose e vazia de ideias. O povo agora sabe quem são vocês: nada mais que criaturas do egoísmo e do desprezo pelo povo de quem a única coisa que querem é o voto. Conseguido com muito dinheiro, fruto do financiamento privado de campanha, que afasta da disputa os/as trabalhadores que nunca conseguiram formar uma bancada de maioria em nenhuma parlamento mesmo sendo 90% do eleitorado.
Ou seja, vocês facilitaram nossa vida ao nos ajudar a fazer nosso povo entender que a Reforma Política não deverá ser feita sem nós nem contra nós. E que ela começa por eliminar completamente o financiamento privado de campanha. Sabemos que financiamento exclusivamente público vai nos sair muito mais barato.
Estamos na praça, estamos na rua, estamos na mídia que nos esconde e
invisibiliza o tempo todo, esconde nossas pautas, nosso ponto de vista, nossa existência.
Estamos no mundo, somos o povo, existimos e nos fizemos ver e ouvir: só assim se dispuseram a ouvir NOSSO ponto de vista sobre a Educação Pública do Paraná. Somos NÓS que a fazemos e vocês querem decidir sobre nosso ofício e sobre nosso local de trabalho com os traseiros sentados no plenário da ALEP?
Pois bem: nós dizemos que NÃO! A escola pública do Paraná está na praça, está na porta da ALEP pra dizer que sobre nossa vida e nosso trabalho não se decide nada sem falar com nossas entidades representativas, não se decide nada sobre nós sem nós!
Viva a Política! Viva as organizações dos trabalhadores! Viva nossa luta!
‪#‎VivaaAPPsindicato‬!
‪#‎SomosMaisAPP‬!
‪#‎SomosMaisCoerência‬!
‪#‎SomosMaisLuta‬!
‪#‎AssimÉqueSeVê‬!
‪#‎eutonaluta‬
‪#‎eutonagreve‬!

Professora Janeslei Albuquerque

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POBRES QUE VOTAM EM RICOS: QUAL O LUGAR DA POLÍTICA NA ESCOLA?

NEGAÇÃO DA POLÍTICA É VITÓRIA DO FASCISMO

Então tem gente que acha que sindicalistas da classe trabalhadora que se destacam pelo trabalho e liderança não devem se candidatar a cargos de vereador, deputado, senador? É pensamento desse grau cognitivo que fez com que o número de deputados patronais aumentasse em todas as esferas do país e que o número de sindicalistas trabalhadores tenha sofrido uma redução de 44% no congresso nacional e assembleias legislativas. Aqui no Paraná essa “inteligência” aumentou a base de apoio do Beto Richa de 80% para 90%! Professora Marlei não pode ser deputada, mas quanto a família Barros, Lupion, Francischini, Amaral, Richa AndradeVieira etc, NENHUM PROBLEMA, néam???? Estamos sofrendo uma regressão tremenda da consciência política da classe trabalhadora, inclusive na Educação. QUEM DEVE NOS REPRESENTAR ENTÃO? Claro, não é a toa que o Alex Canziani e a ViCtória Barros se elegeram como “deputados da educação”, por isso quase que o Professor Lemos e o Tadeu Veneri ficaram de fora. Os partidos da direita ultra neoliberal fizeram CINQUENTA dos 54 deputados na Assembleia Legislativa do Paraná, a bancada do PT que era de apenas SETE deputados foi reduzida pra TRÊS. E são eles com quem pudemos contar INTEGRALMENTE em votações importantes pra nós! AS FAMÍLIAS da oligarquia paranaense que hoje dominam EXECUTIVO, LEGISLATIVO, JUDICIÁRIO E MÍDIA, agradecem esse apoio em defesa deles e essas falas deslegitimando candidaturas de lideranças do movimento sindical de trabalhadores. Porque o Paulo Skaff, presidente de um grande sindicato patronal, a FIESP; e o Rodrigo Rocha Loures – para citar dois, que foi presidente da FIEP, nunca precisaram justificar pra sua classe patronal a sua candidatura. Ao contrário: receberam apoio e incentivo. Só entre trabalhadores esse tipo de ataques acontece.

- Não é uma tristeza assistir esse retrocesso?

 

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SOBRE OS 529 MIL ZEROS NA REDAÇÃO DO ENEM:

Culpar alunos ou culpar professores ou culpar o governo ou culpar a tecnologia… Que tal olharmos a produção da cultura à nossa volta? Da publicidade televisiva aos programas imbecilizantes de todos os tipos. Ninguém tem A CULPA mas todos somos RESPONSÁVEIS! Qual responsabilidade cabe a cada um? Vamos reler Hannah Arendt? “Ser Professor é assumir a responsabilidade pelo cuidado do mundo. É dizer às novas gerações ‘o mundo é assim’. E quem não estiver disposto a assumir essa responsabilidade não deve ter nem crianças nem jovens sob sua responsabilidade.”
Até parece que só na escola aprendemos, até parece que a sociedade em que vivemos, nesse momento histórico, valoriza o conhecimento, a arte, a cultura, os estudos. Até parece que a televisão – medíocre, imbecil, degradada e violenta- não educa também. Resta saber para que.
Até parece que a imprensa informa, investiga e aprofunda os temas em debate.
Boa parte de nossos professores e alunos não sabem NADA sobre ditadura nem sobre a privataria. Não sabem nada da história e da rica e diversa cultura do povo brasileiro.
Quem nos sonega o direito à informação de massa?
Por favor: vamos olhar em volta de nós, vamos olhar em perspectiva da macropolítica, para além dos limites da tela da globo, e do nosso cotidiano.
Há uma responsabilidade que é coletiva. E as respostas para esse desafio só podem ser construídas coletivamente.
Basta de apontar dedos para o outro.
QUAL É A MINHA PARTE NISSO? Sem culpa, apenas com responsabilidade de adultos que educamos as novas gerações. Buscando as responsabilidades e as saídas coletivas. Porque de repente há uma síndrome do adolescentismo: ninguém responde por nada, tudo é “culpa do outro”, e nos tornamos todos/as vítimas. Então: quem responde por isso. com certeza não há um só lado nessa história. e TODOS devem ser chamados a responder, a buscar respostas. COLETVAMENTE, ORGANIZADAMENTE.

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QUANTO VALE SABER? QUANTO VALE APRENDER? DE QUE “VALOR” ESTAMOS FALANDO, AFINAL?

QUINHENTAS E VINTE E NOVE MIL CANDIDATOS TIRARAM NOTA ZERO NO ENEM. ALGUMAS REFLEXÕES PARA O DEBATE.

Venho observando, e me doendo, por uma progressiva atitude de desprezo pelo estudo sério, comprometido com a própria formação integral, um certo grau de autodidatismo necessário em qualquer um/a que queira de fato aprender… E um certo desprezo pelo conhecimento manifestado por pessoas de diferentes profissões, mas me preocupa sobretudo o que tenho presenciado na Educação. Certos valores e comportamentos em que as pessoasse perguntam antes “o que eu vou ganhar com isso (o estudo)?”, do ponto de vista material, como se o que é importante na vida, como o aprendizado na vida, tivesse que necessariamente se reverter em ganhos materiais. E então há um desprezo por quem sabe, por quem estuda, por quem lê, por quem gosta de saber… E há uma apologia, velada às vezes, outras explícita, por quem “se dá bem” mesmo sem saber… E não estou falando aqui de escolarização: estou falando de aprendizado, de leituras, do gosto de aprender, da belezaque há em quem sabe, em quem está sempre aprendendo… Esse desprezo pela leitura e o seu correspondente, a banalização de uma literatura de auto-ajuda que mais esvazia que preenche, torna as pessoas sem conteúdo, sem argumentos, com explicações mágicas para problemas reais e sempre em busca de soluções mágicas para os problemas e desafios concretos que o viver nos apresenta. Viver é resolver problemas também! E essa responsabilidade é terceirizada para os carnês da prosperidade, para as meias ungidas, para as “doações para o deus de Malafaia”, para os “patrocínios do RR Soares”… Esse vazio também tem esse resultado: meio milhão de pessoas que não tem nada a dizer de consistente sobre os problemas da vida cotidiana, sobre o mundo no qual vivemos cada dia da nossa existência sobre a Terra…

Você pode conferir a matéria do UOL Educação aqui: http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/01/13/529-mil-candidatos-tiraram-zero-na-redacao-do-enem-2014.htm

 

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DITADURA NUNCA MAIS: O RETROCESSO NA EDUCAÇÃO

O RETROCESSO NA EDUCAÇÃO

COMO A DITADURA INTERFERIU NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA / OS PREJUÍZOS

Os acordos MEC/USAID e as reformas educacionais

“O acordo MEC/USAID incluiu uma série de convênios realizados a partir de 1964, durante o regime militar brasileiro, entre o Ministério da Educação (MEC) e a United States Agency for International Development (USAID). Os convênios tinham como objetivo uma profunda reforma no ensino brasileiro e a implantação do modelo norte americano nas universidades brasileiras.”
http://ditaduranuncamais.cnte.org.br/o-retrocesso-na-educacao/

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GREVE DA APP: CONSIDERAÇÕES SOBRE VÁRIOS QUESTIONAMENTOS SOLIDÁRIOS DE COMPANHEIROS

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Veja mais imagens aqui: https://www.facebook.com/appsindicato/photos_stream

EXPLICANDO A VÁRIOS QUE, SOLIDARIAMENTE, ME PEDIRAM EXPLICAÇÕES:
Nós temos exigido o cumprimento da Lei do Piso, que é hoje a Lei que regula nossa politica salarial. Combinado com isso temos feito a luta pela equiparação salarial, que acho que vc sabe do que se trata. No ano passado, ambas essas politicas nos garantiram cinco por cento de ganho real, no ano retrasado 14%!!!. O que acontece: no ano passado, em novembro, tivemos a última parcela da eqiparação, 3,94%. Este ano, o reajuste do valor do PSPN ficou em 8,32%. Isso nos colocou a 4,2% do valor do PISO. Ou seja, nós, do estado do Paraná, estávamos a 4,2% do valor do Piso. E o governo vinha dizendo que era isso que faltava pra cumprir a Lei do Piso (o que não é mentira), mas nós não aceitamos esse argumento, exigindo ganhos acima do Piso que é um valor mínimo de referência. Chegamos a data-base incluidos a educação. Daí não passaríamos e judicialmente o governo poderia conseguir pagar somente os 4,2%. Chegamos a data-base para todos, o que significa que tivemos sim o cumprimento do índice do Piso mais 2,3%. Pois, não é mentira, tivemos 3,94 da equiparação há seis meses. Ou seja: se não tivéssemos recebido essa parcela lá atrás, não haveria como o governo escapar de nos pagar os 8,32, pelo menos; Não é o que queríamos, mas tudo que o governo queria era que lhe déssemos motivos pra judicializar a negociação, porque daí estaria jogando no seu campo de poder. Tudo é muito difícil e muitas decisões devem ser tomadas o tempo todo. Numa pauta extensa, fragmentada em vários segmentos da categoria: professores efetivos, professores PSS, funcionparios efetivos, funcionários PSS, professores educação especial, saúde, professores que querem dobra de padrão, professores e funcionários de EJA… Saímos com respostas e encaminhaemtnos positivos pra todas essas pautas! Por isso, tranquilamente, nos sentimos muito vitoriosos. A luta nunca é fácil, mas garantimos direitos que vão pra nossa carreira e pro nosso contracheque de forma perene. A categoria não teve prejuizo, só conquistas. Vimos o que o governo fez com a brava gente da Saúde na semana passada e deliberamos garantir o que conquistamos, seguir na luta sem expor a categoria a punições e sanções e a botar pra perder tudo que tínhamos acumulado até aqui. Com muita tranquilidade. E vamos acompanhar e fazer cumprir cada item agora. Negociar a efetivação da pauta em vez de nos desgastarmos em negociar abrandamento de punições. É muito trabalho o que nos espera a partir da proxima semana. Só pensamos em arrancar nosvos direitos e em garantir direitos pra categoria. Todo o resto é secundário, #VamosJuntos!”

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